quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Caranguejo

Menino canceriano,
Dentre tantos que foram desengano,
Tu tens luz.
Dentre as cores do arco-íris...
Me vem a dúvida se teus olhos são verdes ou azuis.

E eu, que por anos, das cores bem entendo
Fico as vezes me perdendo 
Perguntando.
Desse tom atonal
Cor da água do mar
Ou cor de água sem sal

Me fez refletir
Nesse quarto sem Lua
Qual a cor da tua
áurea leve e pura
Que brotou
Em um final de junho
Não sei se com ou sem chuva.

Aqui, chove.


Por quase um pouco, eras de gêmeos...
Mas queria ter um pé no chão,
nem tão criança, nem tão efêmero...
Teu signo é Câncer, 
Doçura e força,
então.

Eu, nasci em Áries.
No teu mesmo dia, coincidência ou não.
Na mesma data, meses antes, 
Infantil e sem razão.
Bato pé, choro e vou...
Quero, desisto, tenho e dou.

Não por efemeridade,
mas por receio à maturidade.

Ando com espadas 
E me dispo de escudos
Sou solar, sou de Marte.
Regida por um guerreiro...
Se crês que posso, não sei...
Mas de todas as medalhas que desejei, 
sempre tive as de primeiro.

És da água 
Eu sou do fogo.
Porém, ambos cardinais,
És feminino
Eu, masculina.
Minha queda é teu Exilo
Teu Exilo é minha queda.

Sabe-se lá 
Por quê de tanto oposto.

Só queria falar um tico,
Dos encantos de uma
Antítese perfeita, encontrada
em ti,
Menino.